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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Aplauso sem platéia...


Aplauso sem platéia...

O teatro da minha vida anda com problemas sérios
Num lugar assombrado e cheio de misterios
Uma imagem ruim meio apagada
Um curta estrangeiro, sem legenda e mal duplada

A peça ta assim meio sem aplauso
Pode ser que o silêncio seja falso
Um bom roteiro eu havia "escrevido"
Mas no meio dessa zona foi perdido

O espetáculo é assim: horas topo de audiência
As vezes um lugar cheio de ausência
Até contratei um diretor de Hollywood
Ja dirigiu Rambos, Margarida e "Robin Wood"

Ainda não chegou nem no intervalo
E eu to vendo tudo ir pro ralo
Preciso dar um jeitos antes que a cortina feche
Um conto ruim o povo logo esquece

A minha personagem é uma beleza
Um fardo de alegria um outro de tristeza
Mas vou dar duro pra voltar por cima
Mesmo que no meio eu comece uma rima

Com certeza eu vou partir pra arte do improviso
Já que com esse público eu tenho um compromisso
Vou virar o jogo e fazer um final espetacular
Não apenas pra mamãe se orgular

Sorriso estampado em todo multidão
Arrancando aplausos de qualquer tipo de nação
Vou fazer o negócio acontece
Só pra ver o caldeirão ferve

Ai eu apresento todo meu elenco
E o publico aplaude e grita no momento
Enquanto tocam guitarras, tambores e buzinas
E pronto... Fecham-se as cortinas

Waniel Machado Sanches