
O Homem que sabia demais...
De tudo ele sabia...
Não havia nada que não conhecia
Falava da terra, da lua e do mar
Até Shakespeare sabia declamar
Havia estado em vários lugares
Pouco conhecidos ou bem populares
Viajava todo o tempo
Sem preocupação ou tormento
Fazia amizade como ninguém
Cultivava sempre o bem
Aí nasceu um amor verdadeiro
Que lhe deixou prisioneiro
Era a mais bela mulher da redondeza
Nunca ouvi falar de tamanha beleza
O esplendor de tal dama era uma realidade
Mesmo assim ocorreu uma fatalidade
Afrodite há muito era casada
E com uma bela família formada
Não podia fugir e confiar na sorte
Pois seu marido a juraria de morte
Então o homem que sabia demais
Foi embora pra Goiás
Ficando com o coração partido
E prisioneiro de um amor proibido
Não mais queria viajar
Não falava da lua, terra ou mar
Passou a não conhecer nada
Como se a memória fostes apagada
Sabia das coisas, mas não controlava o amor
Não lhe adiantava tanto estudo
Já que nada curava sua dor
Então seguiu sua vida cego e mudo
Conhecerás o mundo
E sabia meu nome... Sabia o teu
Como eu disse sabia de tudo
Mesmo assim ele morreu...
Waniel Machado Sanches
04 de Fevereiro de 2011.
