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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O Homem que sabia demais...


O Homem que sabia demais...


De tudo ele sabia...

Não havia nada que não conhecia

Falava da terra, da lua e do mar

Até Shakespeare sabia declamar


Havia estado em vários lugares

Pouco conhecidos ou bem populares

Viajava todo o tempo

Sem preocupação ou tormento


Fazia amizade como ninguém

Cultivava sempre o bem

Aí nasceu um amor verdadeiro

Que lhe deixou prisioneiro


Era a mais bela mulher da redondeza

Nunca ouvi falar de tamanha beleza

O esplendor de tal dama era uma realidade

Mesmo assim ocorreu uma fatalidade


Afrodite há muito era casada

E com uma bela família formada

Não podia fugir e confiar na sorte

Pois seu marido a juraria de morte


Então o homem que sabia demais

Foi embora pra Goiás

Ficando com o coração partido

E prisioneiro de um amor proibido


Não mais queria viajar

Não falava da lua, terra ou mar

Passou a não conhecer nada

Como se a memória fostes apagada


Sabia das coisas, mas não controlava o amor

Não lhe adiantava tanto estudo

Já que nada curava sua dor

Então seguiu sua vida cego e mudo


Conhecerás o mundo

E sabia meu nome... Sabia o teu

Como eu disse sabia de tudo

Mesmo assim ele morreu...


Waniel Machado Sanches

04 de Fevereiro de 2011.